Monitoramento de desmatamento na área de influência da BR-319 – maio de 2025 

Em maio de 2025, a Amazônia Legal registrou um aumento expressivo no desmatamento, totalizando 96.031 hectares desmatados. Este valor representa o maior índice desde o ano de referência 2020/2021, com um acréscimo de aproximadamente 91,6% em relação ao mesmo período de 2024. O estado do Amazonas destacou-se negativamente, apresentando um crescimento de cerca de 21% nas áreas desmatadas, enquanto Rondônia registrou uma redução de aproximadamente 17%. 

Interflúvio Madeira-Purus 

Na região do interflúvio Madeira-Purus, observou-se uma elevação preocupante nos índices de desmatamento, com 9 dos 13 municípios monitorados apresentando aumento. Apenas Manaquiri e Careiro da Várzea não registraram alertas de desmatamento. Embora o crescimento percentual em relação a maio de 2024 tenha sido de 5%, considerado relativamente modesto, os valores absolutos permaneceram elevados, com um aumento de 5.938 hectares para 6.241 hectares. 

Municípios da BR-319 

Entre os 13 municípios localizados na área de influência da rodovia BR-319, Borba, Tapauá e Beruri foram os que apresentaram os maiores aumentos nas taxas de desmatamento. Em contraste, Porto Velho e Manicoré registraram reduções nos índices, enquanto Careiro da Várzea e Manaquiri não apresentaram desmatamento no período analisado. 

Unidades de Conservação

Das 42 Unidades de Conservação monitoradas, 7 registraram ocorrência de desmatamento. As mais afetadas foram a Floresta Estadual de Rendimento Sustentado (FERS) do Rio Machado, com 68 hectares desmatados; a Reserva Extrativista (Resex) Jaci-Paraná, com 43 hectares; e o Parque Nacional (Parna) Mapinguari, com 41 hectares. 

Terras Indígenas

No que se refere às Terras Indígenas, 5 das 69 áreas monitoradas registraram desmatamento em maio, acendendo um sinal de alerta. Dentre elas, destacam-se a TI Sepoti, com cerca de 100 hectares desmatados; a TI Juma, com 55 hectares; e a TI Deni, com 8 hectares.



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