Monitoramento de desmatamento na área de influência da BR-319 — junho de 2025

Em junho de 2025, a Amazônia Legal registrou uma redução no desmatamento em comparação ao mesmo período de 2024, totalizando 39.924 hectares desmatados, representando uma queda de aproximadamente 13%. Apesar da redução percentual, os valores absolutos permanecem elevados, mantendo o desmatamento em patamares preocupantes. Os estados do Amazonas e de Rondônia acompanharam essa tendência de queda, com reduções expressivas de aproximadamente 47% e 54%, respectivamente.
Interflúvio Madeira-Purus
Na região do interflúvio Madeira-Purus, observou-se uma redução no desmatamento em junho de 2025 em comparação ao mesmo período de 2024. Nos 13 municípios monitorados, foram desmatados aproximadamente 4.544 hectares, representando uma diminuição de cerca de 40% em relação ao ano anterior. Apesar da redução percentual significativa, o volume absoluto permanece elevado, correspondendo a aproximadamente 60% de todo o desmatamento registrado no estado do Amazonas no período, além de ser cerca de três vezes superior ao total verificado em Rondônia. Entre os municípios analisados, Humaitá foi o único a apresentar aumento nos índices de desmatamento, com uma elevação aproximada de 3,6% em relação a junho de 2024. Esse dado reforça a persistente pressão antrópica sobre áreas sensíveis, mesmo diante de uma tendência geral de retração.
Municípios da BR-319
Entre os 13 municípios situados na área de influência da rodovia BR-319, destacaram-se Porto Velho, Canutama e Manicoré, que apresentaram reduções significativas nos índices de desmatamento em comparação a junho de 2024. Já os municípios de Autazes, Manaquiri, Beruri e Manaus não registraram qualquer detecção de desmatamento no período analisado.
Unidades de Conservação
Das 42 Unidades de Conservação (UCs) monitoradas, três apresentaram ocorrências de desmatamento no mês de junho. São elas: a Floresta Nacional (Flona) do Iquiri, com 37 hectares; o Parque Nacional (Parna) Mapinguari, com 17 hectares; e a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Piagaçu-Purus, com cerca de 14 hectares.
Terras Indígenas
Entre as 69 Terras Indígenas (TIs) monitoradas, três apresentaram registro de desmatamento durante o mês de junho, um dado que acende um sinal de alerta para a integridade desses territórios. A TI Apurinã Km 124 BR-317 foi a mais impactada, com 72 hectares desmatados.




