Monitoramento de desmatamento na área de influência da BR-319 – julho de 2025

Em julho de 2025, a Amazônia Legal registrou uma redução no desmatamento em relação ao mesmo período de 2024, totalizando 44.564 hectares desmatados — uma queda aproximada de 22%. Embora o percentual indique tendência de retração, os valores absolutos permanecem elevados, evidenciando que o desmatamento segue em patamares preocupantes. Os estados do Amazonas e de Rondônia acompanharam essa tendência, apresentando reduções estimadas em 2% e 21%, respectivamente.
Interflúvio Madeira-Purus
Na região do interflúvio Madeira-Purus, observou-se uma diminuição de aproximadamente 19% no desmatamento em relação a julho de 2024. Nos 13 municípios monitorados, foram contabilizados cerca de 6.640 hectares desmatados, correspondendo a 46% de todo o desmatamento registrado no estado do Amazonas e ao dobro do total verificado em Rondônia no mesmo período. Apesar da redução percentual, o volume absoluto indica que a pressão sobre os ecossistemas locais permanece elevada. Entre os municípios monitorados, Humaitá, Careiro e Autazes apresentaram aumento no desmatamento. Ressalta-se que nenhum município atingiu desmatamento zero no mês analisado.
Municípios ao longo da BR-319
Nos 13 municípios situados na área de influência da rodovia BR-319, não foi observada redução expressiva em comparação com julho de 2024. Mesmo onde houve queda, os índices absolutos mantêm-se altos, indicando persistência das pressões ambientais associadas à expansão de atividades econômicas e à ocupação territorial.
Unidades de Conservação (UCs)
Das 42 Unidades de Conservação monitoradas, sete apresentaram registros de desmatamento em julho. Destacam-se: a Área de Proteção Ambiental (APA) Tarumã/Ponta Negra, com aproximadamente 36 hectares; a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Madeira, com cerca de 17 hectares; e a Floresta Nacional (Flona) do Aripuanã, com aproximadamente 16 hectares desmatados.
Terras Indígenas (TIs)
Entre as 69 Terras Indígenas acompanhadas, quatro apresentaram registros de desmatamento no mês de julho — um dado que reforça o alerta para riscos à integridade desses territórios. A Terra Indígena Sepoti foi a mais impactada, com cerca de 100 hectares sob alerta de desmatamento.




