Monitoramento de desmatamento na área de influência da BR-319 – janeiro de 2025

Em janeiro de 2025, o desmatamento na Amazônia Legal apresentou um aumento significativo em comparação ao mesmo período de 2024, registrando um crescimento de aproximadamente 51,1%, o que corresponde a 17.959 hectares a mais de áreas desmatadas. Esse crescimento também foi observado no estado do Amazonas, onde os alertas de desmatamento somaram 1.657 hectares no mês, representando um aumento de 6,45% em relação a janeiro de 2024.
Por outro lado, o estado de Rondônia seguiu a tendência oposta, registrando uma redução de aproximadamente 27,1% no desmatamento. Da mesma forma, os municípios localizados na área de influência da rodovia BR-319 também apresentaram uma leve queda na taxa de desmatamento. Em janeiro de 2025, a área desmatada nessas localidades totalizou 221 hectares, o que representa uma diminuição de 2,7% em comparação aos 227 hectares registrados no mesmo período de 2024.
Municípios da BR-319
Entre os 13 municípios situados na área de influência da BR-319, quatro apresentaram aumento no desmatamento durante o mês de janeiro: Manaus, Lábrea, Manicoré e Humaitá. Lábrea registrou o maior índice absoluto, com 135 hectares desmatados, o que representa um crescimento de 97,8% em comparação ao mesmo período de 2023.
Em termos percentuais, Humaitá apresentou o maior aumento relativo. Apesar do número absoluto de hectares desmatados ser menor em comparação a Lábrea, o município registrou um crescimento de 159% no desmatamento em relação a janeiro de 2024, indicando uma tendência preocupante.
Por outro lado, os municípios de Canutama, Porto Velho, Careiro, Manaquiri, Careiro da Várzea, Autazes, Beruri, Borba e Tapauá apresentaram redução nas taxas de desmatamento ou não registraram nenhuma área desmatada no período analisado.
Áreas Protegidas
Entre as Unidades de Conservação (UCs) monitoradas, uma das 42 registraram desmatamento em janeiro de 2025. Foi a Área de Proteção Ambiental (APA) Margem Esquerda (ME) do Rio Negro – Setor Tarumã-Açu/Tarumã-Mirim. Nas Terras Indígenas (TIs), não houve registros de desmatamento nas 69 monitoradas durante o período, reforçando a preservação desses territórios.




