Monitoramento de desmatamento na área de influência da BR-319 – agosto de 2025

Em agosto de 2025, a Amazônia Legal apresentou uma redução no desmatamento em comparação ao mesmo período de 2024, totalizando 30.625 hectares desmatados – uma queda de 38%. Os estados do Amazonas e de Rondônia também acompanharam essa tendência, com reduções estimadas em 23% e 30%, respectivamente.

Interflúvio Madeira-Purus

Na região do interflúvio entre os rios Madeira e Purus, observou-se uma diminuição de cerca de 27% no desmatamento em relação a agosto de 2024. Entre os 13 municípios monitorados, foram contabilizados aproximadamente 3.487 hectares desmatados. Apesar da redução, o volume absoluto indica que a pressão sobre os ecossistemas locais permanece elevada. Entre os municípios, Humaitá, Careiro da Várzea, Autazes e Tapauá apresentaram aumentos no desmatamento.

Municípios ao longo da BR-319

Nos 13 municípios situados na área de influência da BR-319, não se observou uma redução expressiva em relação a agosto de 2024. Mesmo nos locais onde houve queda, os índices permanecem altos, revelando a persistência das pressões ambientais associadas à expansão de atividades econômicas e à ocupação territorial.

Unidades de Conservação (UCs)

Das 42 Unidades de Conservação monitoradas, quatro apresentaram registros de desmatamento em agosto: destaque para o Parque Nacional dos Campos Amazônicos, Parque Nacional Mapinguari e a Floresta Estadual de Tapauá.

Terras Indígenas (TIs)

Entre as 69 Terras Indígenas (TI) acompanhadas, quatro tiveram registros de desmatamento no mês de agosto, reforçando o alerta para os riscos à integridade desses territórios. A TI Sissaima foi a mais afetada, com cerca de 61 hectares sob alerta de desmatamento.

FONTE: Detecção do Desmatamento em Tempo Real (DETER) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)



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