Monitoramento de desmatamento na área de influência da BR-319 – abril de 2025

Monitoramento do desmatamento na Amazônia Legal registra alta preocupante em abril de 2025
Em abril de 2025, a Amazônia Legal passou por um salto significativo de desmatamento, com 25.885 hectares desflorestados – um aumento de 38% em relação a abril de 2024, totalizando 25.885 hectares. O Amazonas contribui para essa alta, apresentando crescimento de cerca de 108% em suas perdas florestais, enquanto Rondônia mostrou um cenário mais ameno, com redução de aproximadamente 12%.
No Interflúvio Madeira‑Purus, a taxa de desmatamento subiu 67%, um aumento alarmante considerando especialmente o período chuvoso, que historicamente dificulta as ações de fiscalização e evidenciando a intensificação das pressões antrópicas, mesmo em épocas de menor acessibilidade. Essa escalada reforça a necessidade de intensificar as ações de vigilância e de combate ao desmate em regiões interioranas.
Municípios da BR-319
Entre os 13 municípios sob influência direta da BR‑319, Lábrea, Manaquiri e Tapauá foram os que mais registraram desmatamento em abril. Por outro lado, Canutama, Porto Velho, Manicoré e Borba conseguiram reduzir suas taxas, e Careiro da Várzea, Beruri e Manaus não apresentaram novas áreas desmatadas durante o mês.
Áreas Protegidas
Nas 42 Unidades de Conservação monitoradas, três áreas tiveram ocorrências de desmate: a Floresta Estadual (FES) Tapauá (77,5 ha), o Parque Nacional (Parna) Mapinguari (95,8 ha) e a Floresta Nacional (Flona) do Iquiri (60,25 ha). A retomada de cortes na FES Tapauá, em especial, acende um alerta para os órgãos ambientais, que precisam reforçar a fiscalização e a recuperação dessas áreas.
Entre as 69 Terras Indígenas acompanhadas, nenhuma registrou desmatamento em abril, ressaltando o papel fundamental dessas áreas na proteção contínua do bioma amazônico. Com a previsão de retomada da seca nos próximos meses, torna‑se urgente planejar operações integradas de monitoramento e repressão ao desflorestamento, para frear sua escalada e preservar a biodiversidade e os modos de vida tradicionais na Amazônia Legal.




