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Atores estratégicos trocam experiências para fortalecer atuação no Mosaico do Baixo Madeira, na BR-319

Interior em foco

Em dezembro, no município de Novo Airão (AM), foi realizada a 35ª reunião ordinária do Conselho do Mosaico do Baixo Rio Negro (MBRN). O momento, que contou com a participação da WCS Brasil e outros atores estratégicos, teve o objetivo de trocar experiências e aprendizados para fortalecer a atuação do recém-criado Mosaico do Baixo Rio Madeira (MBRM), localizado na área de influência da rodovia BR-319.

Reconhecido em fevereiro de 2025 como um instrumento de gestão integrada de áreas protegidas na área de influência da BR-319, o MBRM reúne cinco Unidades de Conservação estaduais, uma federal e duas Terras Indígenas, somando aproximadamente 2,4 milhões de hectares. O objetivo é fortalecer a conservação da biodiversidade, enfrentar ameaças como desmatamento e invasões, gerando benefícios socioambientais para as populações locais.

“O Mosaico do Baixo Rio Madeira, criado em 2025, é um ‘irmão caçula’ em relação ao Mosaico do Baixo Rio Negro, que já completou 15 anos de existência. Acreditamos que essa troca de experiências entre os conselheiros pode contribuir significativamente para a implementação do novo mosaico”, afirmou Rosivan Moura, analista de conservação da WCS Brasil, que acompanhou a reunião.

Apresentação do Mosaico do Baixo Rio Madeira durante a reunião do Conselho do MBRN – CRÉDITOS: Divulgação/WCS Brasil

Troca de experiências

O primeiro dia contou com a presença de diversos parceiros, como Associação Zagaia Amazônia, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Rede Sauim. Um dos destaques foi a Secretaria de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (SEDECTI) que apresentou o Plano Estadual de Bioeconomia do Amazonas, lançado durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30).

Por sua vez, o WCS Brasil, junto de representantes do MBRM, apresentou a composição do “Conselho Consultivo”, o histórico do processo de criação, as instituições envolvidas e as articulações políticas que resultaram no reconhecimento oficial do mosaico.

O segundo dia ainda teve apresentações de pesquisas, experiências acadêmicas e relatos comunitários, com destaque para o estudo “MBRN 2040”. A programação incluiu também contribuições internacionais sobre Reservas da Biosfera (RB), um balanço das ações e desafios da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Amanã.

“Essa reunião descortinou muitos aprendizados para quem está iniciando no mosaico e contribuiu para ampliar nossa rede de contatos externos, tão importantes quanto os atores locais. O aprendizado aqui foi enorme”, destacou Márcio Goes, secretário de Meio Ambiente do município de Borba e morador da região.

ESTE TEXTO É UMA ADAPTAÇÃO DA MATÉRIA ORIGINAL PUBLICADA EM: https://brasil.wcs.org/pt-br/WCS-Brasil/Noticias/ID/25737.aspx



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